A economia nacional
- Estou sim? Sandra?
- Sim.
- Aqui é o André Toscano, tudo bem?
- Ah! Olá, André!
- Sabes porque é que estou a ligar, não sabes?
- Pois, julgo que sim... Mas olha, não sei se...
- Julgas que sim... tão fofa! Dinheiro! Massa! Cacau! Graveto! Pilim! Guita! Enfim, tu sabes o que é que precisamos.
- Sim, eu sei.
- E estamos à espera há uns tempitos, Sandra...
- Pois, eu sei. Desculpa. É que isto está complicado...
- Eu explico-te, Sandra. Vocês devem-nos algumas massas, e nós precisamos delas. Ora se vocês têm esse dinheiro e nos derem, vocês ficam um pouco mais pobres, mas nós ficamos um pouco melhor! (risinhos)
- Aham...
- Nós estávamos com o mesmo problema há uns tempos atrás: "Ah, e tal! Precisávamos de fazer umas obras mas não sabemos se vamos conseguir...". E sabes que mais?
- O quê?
- Fizemos o raio das obras e agora estamos a pagá-las.
- Ok.
- Por isso, nós precisamos de dinheiro para pagar tudo. E como vocês têm dinheiro para nos pagar, nós pensámos que... estás a ver a ideia, não estás, Sandra? É um ciclo vicioso.
- Claro, André. Olha, eu vou falar com a contabilidade e vamos ver o que podemos fazer.
- Obrigado, Sandra. Em todo o caso, se preferires posso sempre aparecer aí no vosso escritório com dois pastores alemães, violar-vos a todas, filmar e pôr as gravações na net!
- Credo! (risos) És sempre a mesma coisa, Toscano!
- Então e tu? Continuas jeitosa?
- Não sei...
- E quando é que vamos dar uma voltinha os dois?
- Andrééé! Eu sou uma mulher casada.
- Pois, eu também sou casado. Mas os nossos cônjuges não têm de saber, pois não? Já fizeste mais algum piercing?
- Piercing? Mas eu não tenho piercing!
- Ah! Desculpa, pensei que estava a falar com a Sandra da recepção!!
- (risos) Ai, este gajo! Só tu para deixares uma mulher bem disposta a esta hora da manhã...
- Ok, Sandra. Fico à espera de notícias tuas. E passa-me então à Sandra da recepção, se faz favor (risos)
- Queres que passe mesmo?
- Claro que não, caraças! Estou a brincar contigo! Até amanhã.
- Até amanhã, André. Beijinhos.
Escrevam o que vos digo, amigos teóricos.
O funcionamento da economia não se sustenta numa base de relações de poder e obrigatoriedades legais.
Sustenta-se e sobrevive na comunicação.
Moral da história: apenas mais um dia na Audiolog.
Pensem nisto, seus devedores descarados...
- Sim.
- Aqui é o André Toscano, tudo bem?
- Ah! Olá, André!
- Sabes porque é que estou a ligar, não sabes?
- Pois, julgo que sim... Mas olha, não sei se...
- Julgas que sim... tão fofa! Dinheiro! Massa! Cacau! Graveto! Pilim! Guita! Enfim, tu sabes o que é que precisamos.
- Sim, eu sei.
- E estamos à espera há uns tempitos, Sandra...
- Pois, eu sei. Desculpa. É que isto está complicado...
- Eu explico-te, Sandra. Vocês devem-nos algumas massas, e nós precisamos delas. Ora se vocês têm esse dinheiro e nos derem, vocês ficam um pouco mais pobres, mas nós ficamos um pouco melhor! (risinhos)
- Aham...
- Nós estávamos com o mesmo problema há uns tempos atrás: "Ah, e tal! Precisávamos de fazer umas obras mas não sabemos se vamos conseguir...". E sabes que mais?
- O quê?
- Fizemos o raio das obras e agora estamos a pagá-las.
- Ok.
- Por isso, nós precisamos de dinheiro para pagar tudo. E como vocês têm dinheiro para nos pagar, nós pensámos que... estás a ver a ideia, não estás, Sandra? É um ciclo vicioso.
- Claro, André. Olha, eu vou falar com a contabilidade e vamos ver o que podemos fazer.
- Obrigado, Sandra. Em todo o caso, se preferires posso sempre aparecer aí no vosso escritório com dois pastores alemães, violar-vos a todas, filmar e pôr as gravações na net!
- Credo! (risos) És sempre a mesma coisa, Toscano!
- Então e tu? Continuas jeitosa?
- Não sei...
- E quando é que vamos dar uma voltinha os dois?
- Andrééé! Eu sou uma mulher casada.
- Pois, eu também sou casado. Mas os nossos cônjuges não têm de saber, pois não? Já fizeste mais algum piercing?
- Piercing? Mas eu não tenho piercing!
- Ah! Desculpa, pensei que estava a falar com a Sandra da recepção!!
- (risos) Ai, este gajo! Só tu para deixares uma mulher bem disposta a esta hora da manhã...
- Ok, Sandra. Fico à espera de notícias tuas. E passa-me então à Sandra da recepção, se faz favor (risos)
- Queres que passe mesmo?
- Claro que não, caraças! Estou a brincar contigo! Até amanhã.
- Até amanhã, André. Beijinhos.
Escrevam o que vos digo, amigos teóricos.
O funcionamento da economia não se sustenta numa base de relações de poder e obrigatoriedades legais.
Sustenta-se e sobrevive na comunicação.
Moral da história: apenas mais um dia na Audiolog.
Pensem nisto, seus devedores descarados...
1 Comments:
E a comunicação fez com que ela te pagasse?
Sabes qual é o prolema, é trabalhar para empresas em Portugal, administradas por portugueses. Ai... Já estou cansada de escrever sobre isto. E de insultar meio mundo empresarial...
Publicar um comentário
<< Home